Como montar uma mercearia: guia completo para um negócio de sucesso!

Como montar uma mercearia: guia completo para um negócio de sucesso!

Uma vez decidido, o processo de como montar uma mercearia compreende uma série de etapas administrativas, logísticas e de empreendimento que os recém-donos de negócios precisam seguir a fim de obter o sucesso em seu novo negócio.

Desde a escolha do local, passando pela documentação legal, a aquisição do estoque, a montagem da estrutura física, divulgação e a abertura do negócio, todos os processos que envolvem a abertura de um mini-mercado precisam ser cuidadosamente planejados e executados.

Por esse motivo, é sempre importante contar com um plano de ação, uma espécie de guia de orientação para iniciantes e que dê informações úteis, valiosas e efetivas sobre o que os donos de mercearia precisam saber para montarem um negócio próspero e lucrativo.

Não sabe onde encontrar essas informações? Não se preocupe: o post de hoje é inteiramente dedicado a te contar tudo o que é necessário saber para montar o melhor mercadinho da região!

Acompanhe a leitura e entenda tudo sobre o assunto. Olha só!

Como abrir uma mercearia ou um mercadinho?

Abrir uma mercearia com pouco dinheiro não é só possível, como também é uma ótima oportunidade para você empreender. Para te ajudar, separamos em tópicos as etapas necessárias para que esse sonho vire realidade. Vamos com a gente!

1. Monte o plano de negócios

Você sabe o que é um plano de negócios? Trata-se, basicamente, de um documento em que estão discriminados todos os detalhes do seu negócio. É a primeira coisa que deve ser colocada em prática, a partir do momento em que você decide abrir uma mercearia.

Ele permite ao empreendedor ter uma visão ampla e completa sobre todos os aspectos envolvidos em seu novo comércio:

  • Institucional: o que é a empresa, qual o propósito dela;
  • Financeiro: qual/quanto capital será investido na empreitada, gastos com fornecedores, com estrutura, salários, etc;
  • Recursos Humanos: quem/quantos serão meus funcionários;
  • Investimentos: parcerias, patrocínios, sócios;
  • Público: buyer persona, qual meu tipo de cliente, quem quero atingir;
  • Concorrentes: qual o diferencial, pontos positivos e negativos a serem superados;
  • Mercado: como andam as tendências mercadológicas para o meu nicho.

É claro que o seu plano de negócios pode ser muito mais detalhado, sinta-se livre para adicionar ou subtrair informações, mas, a nossa dica é: quanto mais detalhado o seu plano de negócios, mais clara é a visão que você terá do seu empreendimento.

A importância desse tipo de documento é notória, especialmente para os novos empresários que não estejam tão familiarizados com o mundo do comércio e dos investimentos. Por isso: pegue o lápis/papel ou computador e mãos à obra!

Monte o plano

2. Planeje o investimento inicial

Primeiramente, o que eu podemos afirmar é que a preparação de um mini mercado não custa muito e possui boa rentabilidade posterior à inauguração. Por outro lado, é importante que o empreendimento tenha um bom plano e gestão de negócios para que as coisas não saiam da linha e que os problemas sejam resolvidos da melhor forma possível.

O investimento inicial de abertura de um mini mercado varia de R$ 10 a R$ 20 mil, dependendo da estrutura do negócio que você tem em mente. Como tudo aqui, isso é só uma estimativa. Esse valor é para custos brutos como os produtos, equipamentos e local. Desse forma, é essencial que haja um bom plano de negócio para tentar encontrar o valor mais próximo da realidade.

Vale a pena mencionar também que há, atualmente, instituições financeiras capazes de dar esse suporte para seu novo negócio. Os mais comuns são o programa Microcrédito Produtivo Orientado do Banco do Brasil e a disponibilização de créditos para compra de equipamentos, da Caixa Econômica Federal.

3. Escolha o local de forma estratégica

Como você deve imaginar, o local onde será montada a mercearia é de importância fundamental para o sucesso do negócio – eis, por isso, a necessidade de um plano de negócios bem detalhado.

A localização do comércio jamais deve ser um fator aleatório, nem quando você já possui em mente um local específico ou conta com um móvel próprio à disposição. Isso porque questões estratégicas de mercado, como público-alvo, preços e fluxo de consumidores estão diretamente relacionados à posição geográfica do mercadinho.

Seja o local próprio ou alugado, a escolha do local deve levar em consideração algumas características fundamentais, tais como:

  • o fluxo de pessoas na região escolhida;
  • a presença de concorrentes na região;
  • o nicho de produtos que mais prospera no local;
  • a faixa etária e o perfil socioeconômico dos moradores;
  • a proximidade da região em relação à área central do município;
  • as exigências legais para a implantação de mercearias da localidade.

Em conjunto, esses fatores formam um ótimo filtro de seleção para locais estratégicos para a instalação do seu negócio – e também para a definição do tipo de produto a ser vendido e do estoque montado.

Pense em investir no que conhecemos como mercado de bairro, com ele é mais fácil consolidar os clientes e os tornarem fixos. Mesmo que haja outros mercados ao redor, será muito mais fácil do que concorrer com hipermercados. Sem contar que os mercados localizados nos centros da cidade custam mais do que em bairros mais afastados.

Nesse momento pense também em alguns aspectos como: setorização, descarregamento de produtos, espaço dos clientes, estoque, quantidade de funcionários e caixas. Veja mais detalhes sobre a estrutura no tópico a seguir.

Escolha o local

4. Pense na estrutura: detalhes que fazem a diferença

É importante ressaltar que, de todos os aspectos envolvidos na montagem de uma mercearia, a estrutura física é a que fala diretamente ao consumidor – afinal, é a parte mais visível de todo o trabalho do comerciante.

Embora você já saiba, vale lembrar que investir em equipamentos de qualidade, ambientes bem-iluminados, arejados e visualmente agradáveis são fatores-chave na fidelização de qualquer cliente. Aliás, já fizemos um post totalmente dedicado ao ciclo de vida dos clientes no supermercado – não deixe de conferi-lo!

Para uma mercearia de pequeno porte, alguns dos equipamentos indispensáveis para montar uma boa estrutura incluem:

  • gôndolas;
  • prateleiras;
  • freezers e refrigeradores;
  • balcões;
  • um ou dois caixas;
  • placas informativas;
  • luminárias;
  • computadores para área administrativa;
  • móveis;
  • Cadeiras, entre outros detalhes.

A escolha do número de equipamentos depende do capital investido e da estratégia traçada no plano de negócios.

5. Escolha uma boa decoração

Um outro aspecto de suma importância, além da estrutura, é a decoração do ambiente, que deve ser agradável e chamativa, com luzes ambientes, cartazes com as promoções do dia/semana e objetos decorativos que sejam esteticamente atraentes ao cliente.

Lembre-se: são os pequenos detalhes que farão toda a diferença entre a sua mercearia e a dos concorrentes! E, como esse tipo de negócio é, por essência, pequeno, tente compensar o tamanho reduzido com equipamentos e decoração que elevem o nível do ambiente.

6. Lide com as exigências legais

Uma hora ou outra o momento de lidar com as burocracias chegaria. Estamos falando dos passos administrativos para trazer a sua mercearia à legalidade junto aos órgãos de controle e fiscalização municipais.

O processo em si não é complicado, apenas bastante burocrático, o que requer, vez ou outra, a orientação e o auxílio de um profissional contador – inclusive, essa é uma ótima dica caso você não tenha familiaridade com esses assuntos.

Tudo começa com o CNPJ – que inscreve o seu negócio no sistema da Receita Federal – e termina com um alvará de funcionamento – documento municipal que libera o funcionamento da mercearia sob a legislação local.

A lista de documentos para abrir uma mercearia varia de cidade a cidade, mas, em geral, são necessários:

  • CNPJ da mercearia;
  • Documentos pessoais do proprietário;
  • Folha espelho do IRPF;
  • IPTU do imóvel;
  • Cópia do Contrato de Locação ou Compra e Venda;
  • Registro na Junta Comercial do Estado;
  • Cadastro na Secretaria Estadual da Fazenda e Secretaria da Receita Federal;
  • Consentimento do Corpo dos Bombeiros;
  • Adquirir a Indicação de Responsabilidade Técnica da ANVISA;
  • Verificar enquadramento no CNAE;
  • Alvará de funcionamento;
  • Documentação específica do município.

7. Negocie com Fornecedores

O processo de negociação com os fornecedores também será importante para montar um mini mercado com pouco dinheiro. Uma gestão de negócios aqui vai ser mais do que bem-vinda. Entrar em contato com os fornecedores locais e tentar negociar a melhor forma de pagamento para você é o primeiro passo aqui.

O pagamento parcelado é uma boa solução para a sua primeira compra, uma vez que será necessário comprar tudo. Por outro lado, se for possível fazer o pagamento a vista, será a melhor opção. Também não se esqueça de pedir desconto nas compras de muito produtos. Lembre-se que, nesse meio, tudo é negociável.

Leia também: gestão de fornecedores – como torná-la aliada do seu negócio?

8. Foque na gestão dos processos

Tudo pronto legalmente para a abertura do mercadinho? É o momento de colocar em prática as últimas etapas do plano de negócios: a aquisição do estoque, a gestão estratégica e a logística – os aspectos que vão definir o sucesso ou não do comércio.

Aquisição do estoque

O estoque, como tudo, precisa ser cuidadosamente pensado para que não haja desperdícios – afinal, estamos falando dos momentos iniciais da mercearia. Mais importante que a quantidade, é a variedade e a qualidade dos produtos definidos

Uma ótima maneira de começar bem é investindo nos produtos de necessidade básica em princípio e depois ir incrementando o estoque com as demais mercadorias. O que é de primeira ou segunda necessidade vai depender do seu público-alvo, mas, felizmente, essa questão já foi bem-definida durante a etapa do planejamento e estudo de mercado, certo?

Ao longo das vendas e com o controle das vendas e do giro dos produtos, será possível determinar exatamente quais os produtos devem estar sempre em estoque e quais farão parte do estoque sazonal.

Para te ajudar nós criamos um conteúdo explicando como calcular o estoque mínimo, não deixe de conferir também!

Gestão e logística

Já nos âmbitos da gestão e da logística, o controle do estoque por meio de inventários e outros métodos deve internalizar-se dentro do seu comércio, pois só assim você será capaz de realizar uma gestão eficiente.

Entender como será o processo de transporte, a armazenagem, gestão de estoques, previsão de demanda e o design das redes de distribuição é fundamental para evitar problemas em entregas e a falta de mercadores na mercearia.

Falamos mais sobre logística 4.0, que conta com diversas tecnologias para otimizar todos esses processos e facilitar a vida dos gestores. Está aqui no blog também.

9. Organize a contratação dos funcionários

A contratação de funcionários será outro grande investimento. Sempre tem a opção de “contratar” os familiares para realizar os serviços e, apesar de não ser a melhor opção, pode ser uma solução inicial. Mas é preciso cuidado! Tenha em mente que será necessária a contratação de profissionais capacitados a longo prazo.

Deve-se pensar na contratação dos funcionários como atendentes de caixa, açougueiros, repositores, assistentes de limpeza e estoquistas – a quantidade e a demanda dependem exclusivamente das particularidades do seu mercadinho.

Para isso, também temos um conteúdo que pode te ajudar. Confira o post: Como fazer um bom processo de recrutamento e seleção em sua empresa!

10. Planeje a divulgação

Outro passo importante é a publicidade e, principalmente, o marketing de relacionamento. O erro que muitos mini mercados cometem é ignorar esse passo. Apesar de ser um gasto, podemos categorizar essencialmente como investimento. O marketing é, sim, importante para seu negócio.

Algumas dicas simples podem ajudar no início:

  • distribuir panfletos na região;
  • anunciar em carros de som;
  • divulgar em grupos no WhatsApp do bairro;
  • cadastre a mercearia no Google para facilitar as buscas;
  • crie perfis nas principais redes sociais que seu público utiliza;
  • faça parceria com pessoas relevantes na cidade (digital influencers);
  • faça promoções de inauguração.

Aos poucos e com as ferramentas apropriadas, os resultados aparecerão mês a mês, assim como os lucros e o nível de satisfação pessoal. Para finalizar o nosso guia, recomendamos a adoção de um sistema de gestão para supermercados, para poupar gastos com funcionários e ter o absoluto controle sobre o seu empreendimento, com indicadores de performance e que vão ajudar a gestão na tomada de decisão.

Gostou do nosso conteúdo? Para saber mais sobre o universo dos supermercados, minimercados, mercearias e afins, acompanhe o nosso blog – por aqui tem novidade toda semana! Não se esqueça de acompanhar a SG Sistema nas redes e conhecer nossas soluções em gestão comercial.

Até a próxima!

Roger Toshi

Roger Toshi, apaixonado por tecnologia aplicada ao varejo, é formado em Direito pela Unicesumar, com MBA em Gestão de Pessoas e Liderança pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde 2017 atua como gerente Administrativo e de Marketing da SG Sistemas.

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