Tipos de franquias: conheça as mais comuns do Brasil

Tipos de franquias: conheça as mais comuns do Brasil

Você já deve ter ouvido por aí sobre cases de franquias de sucesso e que investir em uma dessas pode ser uma maneira fácil e vantajosa de abrir uma empresa, por conta de sua maior facilidade para se consolidar no mercado. No entanto, entender os tipos de franquias pode ser algo um pouco nebuloso. 

Afinal, não existe apenas um modelo seguido pelo franqueador e franqueado: essa relação muda entre os diferentes negócios, com diferentes objetivos e em diferentes situações. No entanto, entender esses tipos de franquias vai ficar mais fácil depois da leitura desse post! 

Continuando a leitura você vai entender o que são as franquias, como elas funcionam e também quais são seus diferentes tipos – como a franquia unitária, a master, a microfranquia e mais –, além de entender o que caracteriza cada uma delas. Confira:

O que são franquias? 

As franquias são empresas inseridas em um modelo de negócios em que o franqueador (“dono” da marca) cede aos seus franqueados o direito de uso da sua marca, sua infraestrutura, o seu “jeito de fazer” e a distribuição de seus produtos. 

Nesse sistema, o que mais se destaca é a padronização dos processos e a multiplicação deles nas diferentes unidades da rede franqueada. Tal modelo não se restringe a apenas um segmento: existem franquias de prestadores de serviços e de comercialização de produtos. 

Com o know-how disponibilizado pelo franqueador e os processos já bem estabelecidos, fica fácil crescer no mercado e conquistar mais e mais espaços com a marca.

Por isso, você com certeza já teve contato e até mesmo consumiu de franquias: os fast-foods, as grandes empresas de cosméticos, lojas de roupas e até mesmo lavanderias – elas estão presentes por todo o Brasil. 

franquias

Quais os tipos de franquia? 

No sistema de franquias, existem diferentes tipos de relação entre franqueador e franqueado que se efetivam para o alcance dos objetivos do negócio. São exemplos as franquias unitárias, franquias masters, as microfranquias, as de desenvolvimento de área ou região, entre outras.

Abaixo você entende um pouco melhor sobre cada uma delas: 

1. Franquia Unitária 

A mais convencional e também a mais simples de se entender. Na franquia unitária, o franqueado adquire do franqueador o direito de abrir uma unidade da marca, que será exclusiva em sua área determinada. 

Por exemplo, é o caso do franqueador que abre um quiosque de sorvetes dentro de um shopping center e terá a exclusividade da marca por ali. Ou seja, o franqueador não venderá os direitos de franchise para outro franqueado abrir mais uma unidade nesta região. 

Mas não confunda: nada impede o franqueado adquirir outras unidades da marca e abrir mais negócios em outras regiões. A franquia unitária não tem a ver com a limitação de franquias que cada pessoa pode abrir – ela só diz respeito à exclusividade do espaço. 

2. Microfranquia

É um negócio que exige um custo baixo para a abertura da franquia que varia entre R$ 22 mil e R$ 90 mil de investimento inicial. 

Por ter valores baixíssimos, comparados aos investimentos necessários para a abertura de uma franquia maior, os retornos financeiros costumam aparecer de forma muito mais rápida. São, no entanto, retornos financeiros proporcionais com os valores inicialmente investidos. 

Esse é um modelo que vem se popularizando cada vez mais em nosso país e está em constante crescimento, visto que os brasileiros estão procurando empreender para crescer economicamente e as microfranquias são ótimas oportunidades para isso. 

Esse também é um modelo bastante fácil de ser colocado em prática levando em consideração que boa parte das microfranquias não exigem que os franqueados tenham um ponto comercial. 

Mais comuns entre os negócios de prestação de serviços, as franquias “home basednormalmente precisam de apenas uma sala para funcionar e pode, inclusive, ser na própria residência do franqueado. O franqueado pode, ainda, se deslocar até o cliente para prestar os serviços. 

3. Franquia Master

De certa forma um upgrade da Franquia Unitária: o franqueador que adquire uma franquia master tem direito sobre uma determinada região e deve implementar por ali mais de uma unidade da franquia. 

O franqueado master pode ele mesmo implementar todas as unidades em sua região ou, ainda, terceirizar algumas delas e assim ganhar escalabilidade. 

Abrir uma franquia master exige, obviamente, um investimento financeiro maior do que a franquia unitária ou a microfranquia. Por outro lado, os retornos financeiros também são proporcionais e, por isso, o franqueado costuma receber boas quantias por seu investimento. 

4. Desenvolvimento de área 

Um pouco semelhante com a Franquia Master, na franquia de desenvolvimento de área o franqueado se responsabiliza pelo crescimento da marca e o estabelecimento de franquias em uma determinada região. 

Esse é um modelo muito comum quando a franquia em expansão quer crescer nacional ou internacionalmente. Um franqueado pode, por exemplo, se responsabilizar pelo desenvolvimento de uma franquia brasileira na Argentina ou mesmo dentro de um estado brasileiro em que a marca ainda não esteja presente. 

Assim, essa pessoa se torna a maior responsável pela expansão da marca na região e deve estimular o surgimento de novas unidades em diferentes locais, com terceiros abrindo franquias unitárias. 

Nesse formato, o franqueado responsável pelo desenvolvimento da área irá ter um ganho advindo de cada uma das unidades abertas em sua região, podendo ser uma quantia bem generosa! 

5. Franquia “Shop in Shop”

Se traduzido, o termo “shop in shop” pode significar “loja dentro de uma loja” e isso já antecede bem as características desse tipo de franquia. 

Nesse modelo, a maior intenção é que um empresário, com uma loja já estabelecida, implemente uma espécie de quiosque dentro de sua empresa e venda os produtos da franquia de maneira complementar aos seus. 

Por exemplo, uma loja bem estabelecida de roupas pode adquirir uma franquia shop in shop – ou business in, como também é chamada – de uma revendedora de armações de óculos de sol. Ou o exemplo de um supermercado que tenha em seu interior uma pequena confeitaria para a venda de bolos. 

Com a abertura de minifranquias dentro de um estabelecimento maior, produtos que se associam entre si são comercializados de forma próxima e, assim, aumentam a receita do negócio. 

6. Franquia de conversão 

Esse é o estilo de franquia que acontece quando alguém que já tem um negócio na área da franquia passa a integrar a rede franqueada. Por exemplo, um dono de sorveteria de bairro que possuía uma marca própria e passa, então, a integrar uma grande rede franqueada de sorveterias. 

Essa é uma estratégia adotada pelos empreendedores que vêem oportunidades de crescimento com as vantagens de ter seus produtos e processos padronizados, além de se beneficiar principalmente das ações de merchandising feitas de forma escalonável por seu franqueador. 

7. Franquia combinada

Neste modelo, existe uma integração e combinação de mais de uma franquia por um mesmo franqueado. Essas franquias se complementam e oferecem vantagens competitivas ao ponto comercial em que elas estão inseridas. 

Um bom exemplo de uma franquia combinada é o caso de um espaço, dentro de um prédio comercial, em que um único franqueador implemente unidades de franquias de serviços de lavanderia, de costura e de conserto de sapatos. Todos serviços complementares entre si. 

No entanto, para estabelecer esse tipo de franquia é preciso que todos os franqueados das marcas a serem “combinadas” estejam de acordo e permitam essa integração delas em um mesmo local. 

8. Franquia social 

Engana-se quem pensa que o modelo de padronizações de processos característicos das franquias se encaixe somente em modelos de negócios focados na lucratividade. Projetos sociais e sem fins lucrativos também se beneficiam desse modelo e são as chamadas franquias sociais. 

Nesse tipo de franquia, os projetos sociais se beneficiam dos procedimentos, do modelo de gestão, do conhecimento e da marca já estabelecida pelo franqueador para multiplicar a distribuição de serviços sociais. 

É o caso, por exemplo, do CVV – o Centro de Valorização da Vida – presente em diferentes estados brasileiros, atuando socialmente com os mesmos procedimentos.

Chegamos, enfim, ao fim da nossa lista com os diferentes tipos de franquias! 

Agora que você já conhece todos os modelos de trabalho dentro desse sistema, está pensando em se juntar a uma delas e se tornar um franqueado? Ou, ainda, pensa em fazer investimentos para tornar a sua empresa uma grande franqueadora e ganhar com a multiplicação do seu negócio? 

Em qualquer uma dessas situações é preciso conhecer muito bem os seus objetivos e, principalmente, o mercado em que sua empresa atua ou atuará. Portanto, que tal continuar a leitura e descobrir como definir o mercado alvo de sua estratégia? 

Essas e outras dicas relacionadas à gestão você encontra no Blog da SG Sistemas: continue por aqui e encontre informações que são capazes de impulsionar o seu negócio!

Roger Toshi

Roger Toshi, apaixonado por tecnologia aplicada ao varejo, é formado em Direito pela Unicesumar, com MBA em Gestão de Pessoas e Liderança pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde 2017 atua como gerente Administrativo e de Marketing da SG Sistemas.

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