04

ago
2020
Estoque mínimo: conheça as vantagens e saiba como fazer o cálculo

O estoque mínimo é uma metodologia muito aplicada em empresas de diversos nichos e segmentos de mercado. Como você deve ter imaginado pelo nome, trata-se da quantidade mínima de mercadoria que o negócio precisa ter para manter o pleno funcionamento.

Operar somente com o mínimo de produtos ou com outros tipos de estoque é, no fim das contas, uma decisão da equipe logística e do empreendedor responsáveis pelo negócio. No entanto, independentemente da escolha, toda operação necessita do estoque mínimo para manter-se ativa e lucrativa.

Isso significa que esse controle é de extrema necessidade, justamente por envolver fatores essenciais ao funcionamento, à logísticas e às vendas do seu comércio. Portanto, todo conhecimento sobre o assunto é válido e merece ser entendido.

Pensando nisso, o blog da SG Sistemas preparou um conteúdo exclusivo sobre tudo o que você precisa saber sobre estoque mínimo e como operá-lo. Acompanhe a leitura e saiba o que é, como funciona, quais as vantagens e desvantagem de se ter um estoque mínimo e, por fim, como calculá-lo. Vamos lá:

Estoque de segurança: o que é e como funciona

Estoque de segurança, reserva ou proteção são as outras maneiras pelas quais o estoque mínimo é conhecido e, como você já sabe, esse tipo de reserva compreende a menor quantidade de estoque que uma empresa necessita para manter-se.

Uma vez que o estoque mínimo é atingido, é necessário efetuar uma nova compra de mercadorias e, por esse motivo, também podemos conceituar o estoque de segurança como o limite de mercadorias que indica a necessidade de um novo fornecimento.

Graças a essas características particulares, esse tipo de reserva é uma ótima forma de assegurar um controle de estoque efetivo, funcional e pleno. Cabe à logística da empresa efetuar a gestão adequada do estoque mínimo, a fim de se evitar eventuais rupturas de estoque, perdas de produtos e, claro, déficits de lucros.

Mas, afinal, como funciona o processo? Da seguinte maneira: o gestor define os parâmetros mercadológicos para as quantidades mínimas de produtos necessárias conforme o tipo de empresa, o nível de demandas e o giro das mercadorias – como no caso de supermercados.

Feito isso, deve existir o controle interno para que esses índices não atinjam valores abaixo dos mínimos, o que significaria uma ruptura na reserva de produtos. Por esse motivo, o objetivo principal do estoque mínimo é suprir todas as necessidades, incluindo-se às referentes aos picos de venda e ao estoque sazonal.

Aliás, temos uma matéria totalmente dedicada a explicar os fundamentos do estoque sazonal, não deixe de conferi-la!

Eis, portanto, a necessidade de ter parâmetros consolidados de estoque mínimo – assim, as decisões de compras, estratégias e a própria organização ficam muito mais claras e objetivas.

Vantagens e desvantagens de se trabalhar com estoque mínimo

Agora que você está por dentro dos conceitos e funcionamento do estoque mínimo, pode ser que você esteja se perguntando quais os benefícios e as desvantagens de se trabalhar com o estoque mínimo, correto?

A boa notícia é que são inúmeras as vantagens de se adotar medidas eficientes de gestão e controle dos estoques de segurança. No entanto, também existem certas desvantagens as quais devem ser de conhecimento do empreendedor e sua equipe de gestão.

No entanto, os benefícios têm um peso muito maior que as adversidades. Quer saber quais são? Veja a nossa lista:

  • Vantagens:
  • Redução de gastos, o que resulta em aumento do faturamento;
  • Economia, uma vez que a quantidade de produtos é reduzida e investe-se somente no necessário. Além disso, o empreendedor também poupa em estrutura e logística;
  • Evita uma série de complicações como perdas, avarias, desperdícios, falhas humanas e técnicas, produtos sem giro etc;
  • Permite um controle de estoque mais efetivo, assertivo e estratégico.
  • Desvantagens:
  • Reduz a capacidade de negociação com fornecedores, uma vez que o volume de compras é menor;
  • Aumenta a necessidade de controle periódico, como inventários rotativos e outras formas de gestão. Isso porque a necessidade de checar a quantidade de produtos disponíveis torna-se constante.

Vale lembrar que a gestão do estoque mínimo é essencial, independentemente de você optar por trabalhar somente com ele ou em conjunto com os outros tipos de estoque. Além disso, as vantagens também se aplicam em todos os casos, o que torna esse método um grande aliado dos comerciantes.

E então, como fazer o cálculo do estoque mínimo?

Para realizar o cálculo da reserva mínima, é importante possuir dados confiáveis obtidos por meio de inventários ou de um software de gestão eficiente e preciso. Isso porque a precisão é indispensável para se obter um resultado seguro e condizente com a realidade do seu negócio.

A determinação da quantidade de itens mínimos de uma mercadoria para o bom funcionamento do seu negócio é obtido por meio da multiplicação do consumo médio deste mesmo produto em um determinado período pelo tempo médio (em dias) entre uma reposição e outra:

Estoque mínimo = consumo médio x tempo de reposição

Se 200 produtos foram consumidos em uma média de 10 dias, então o consumo médio desta mercadoria é de 20 itens. Caso o tempo de reposição seja de 5 dias, a reserva de segurança necessária é de 100 unidades.

Caso você queira, é possível adicionar uma porcentagem de segurança para eventualidades, como picos de consumo, promoções etc. Basta somar a porcentagem desejada ao montante resultado do cálculo de estoque.

Por exemplo: para uma porcentagem de segurança de 10% em um estoque mínimo de 100 produtos, é necessária a aquisição de 10 itens extras, totalizando 110 produtos:

Estoque mínimo = (consumo médio x tempo de reposição) + % de segurança

Dessa forma, fica muito mais fácil obter o controle total sobre entradas, saídas, fluxos e níveis de mercadorias no seu estabelecimento!

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Até a próxima postagem!

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